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Batalha de Pirajá

Guerra fundamental para a consolidação da independência da Bahia
   Pirajá era ponto chave da defesa para a força brasileira, por sua posição dominante. Por ela passava a tradicional estrada das Boiadas, ligando Salvador com o norte da Bahia. A posse de Pirajá representava, para os patriotas, o domínio da enseada de Itapagipe e o corte da entrada de víveres e de gado para o abastecimento de Salvador.

   Ciente da relevância de Pirajá, Madeira de Melo procurou controlá-lo. Em 8 novembro e 1822, atacou o Exército Patriota em sua base de operações, Pirajá, dividindo-o em duas partes. Dessa forma, esperava romper o cerco de Salvador e ter acesso ao sertão.

   Ao amanhecer do dia 8, a Infantaria portuguesa desembarcou em Itacaranha e Plataforma, chefiada pelo Coronel João de Gouveia Osório, comandante da Legião Constitucional Lusitana. Ao mesmo tempo outras tropas atacaram Cabrito, ameaçando a retaguarda brasileira. Para lá correram reforços, mas os nossos bravos, apoiados no Coqueiro, Bate-Folha e em São Caetano, resistiram.

   Nas encostas de Pirajá, a luta assumiu grandes proporções. Segundo o barão do Rio Branco, patrono de cadeira na AHIMTB, o comandante da posição, Tenente - Coronel José de Barros Falcão, que trouxera ajuda de Pernambuco, possuía cerca de 1.300 homens, assim distribuídos: Batalhão de Pernambuco; Batalhão de Milicianos do Rio de Janeiro; Legião de Caçadores da Bahia; Corpo Henrique Dias; Uma companhia(-) do 1º Regimento de Infantaria da Bahia . Comandantes respectivos : Major José da Silva Santiago, Capitão Guilherme José Lisboa, Tenente Alexandre de Argollo Ferrão, Major Manuel Gomes da Silva, Alferes Francisco de Faria Dutra, e uma bateria de Artilharia do Rio de reforço .

   Madeira de Mello liderava os 1º e 2º batalhões da Legião Constitucional, os 4º e 10º regimentos de Infantaria, e um contingente de Artilharia, que combateve por 5 horas, sem um resultado decisivo. Depois, um violento ataque de Madeira de Melo quase rompeu a linha brasileira, ameaçada de ser dividida em duas partes. As colunas inimigas já progrediam sobre as alturas de Pirajá, quando o Coronel Barros Falcão, para evitar o envolvimento, ordenou a retirada.

   Hesitantes ,os inimigos recuaram ,enquanto os brasileiros, animados, avançavam, perseguindo-os a ponta de baionetas, levando-os de roldão até a praia onde embarcaram em desordem. Em Cabrito, o mesmo ocorreu, a fuga do inimigo. Assim derrotaram-se os soldados do arrogante Brigadeiro Madeira de Melo.

   Na batalha de Pirajá, o nascente Exército Brasileiro conseguira firmar o seu valor, elevando o seu moral, ao derrotar forças experimentadas e mais bem equipadas.

   Os portugueses renunciaram definitivamente à conquista das posições de Pirajá, conformando-se em manter Salvador em seu poder, reconhecendo o poder e o prestígio do governo de Cachoeira. Os seus suprimentos se limitavam ao recebidos por mar, do apoio da esquadra inimiga.
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