Batalhas na Bahia pela Independência do Brasil
Quais foram, o que significaram e por que ocorreram
Após a proclamação da Independência do Brasil pelo príncipe D.Pedro, em 7 de setembro de 1822, os brasileiros ainda tiveram que combater reações armadas portuguesas na Província Cisplatina (atual Uruguai) no Pará, Maranhão e Piauí e, principalmente, na Bahia, onde existia a mais expressiva e ameaçadora resistência lusitana.
No Recôncavo baiano houve o Manifesto das vilas confederadas de Cachoeira, São Francisco e Santo Amaro, e em junho de 1822, esta reação nacionalista alastrou-se pela Bahia.
Da Vila de São Francisco, partiu o alferes Faria Dutra, e tomou posição em Pirajá, nas alturas do local denominado Coqueiro. Uma força de milicianos, retirada de Salvador, em fevereiro, ao comando do Coronel Rodrigo Antônio Falcão Brandão foi atuar na região de Cabrito. Aos poucos crescia a força militar patriota bloqueando Salvador, que tinha uma unidade de negros, formando a guarda de Henriques, comandada pelo Major Manuel Gonçalves da Silva.
O Coronel Felisberto Gomes Caldeira Brant, futuro Marquês de Barbacena e hoje denominação histórica da unidade de Artilharia de Juiz de Fora, dirigiu obras de fortificação, na vila de São Francisco de Sergipe do Conde, na ilha de Cajaíba, e, em várias outras, para barrar o acesso das canhoneiras portuguesas. Fortificaram-se as ilhas das Fontes, Vacas, Frades, Bom Jesus, Madre de Deus e Santo Antônio.
O Tenente Coronel Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, descendente de Garcia d 'Ávila, veio com reforços e acampou em Pirajá, onde assumiu o comando das forças ali existentes.