Argentina
Conjuntura e Informações Econômicas
A Argentina possui a segunda maior economia da América do Sul, com um PIB de US$ 524 bilhões em 2007. Entretanto, a distância para a maior economia sul-americana, o Brasil, é enorme. O PIB da Argentina é menos de um terço do PIB brasileiro.
Esta distância já foi menor no passado. Desde a virada do século XIX para o século XX, a Argentina apresentava uma conjunção de fatores positivos: população com bom nível educacional, abundância de recursos naturais e uma vigorosa indústria de transformação. Esses fatores fizeram com que a economia Argentina fosse a maior e a mais industrializada da América do Sul na primeira metade do século XX. Este crescimento econômico possibilitou o crescimento de uma classe média numerosa e o desenvolvimento científico do país.
Esta boa fase durou até o fim da segunda Guerra Mundial. A partir de 1945, disputas políticas levaram a uma falta de um planejamento nacional de longo prazo, o que fez a Argentina sofrer severamente com as crises Internacionais e não aproveitar plenamente os momentos de bonança. Até hoje, em 2008, a Argentina não conseguiu entrar em um ciclo virtuoso de crescimento econômico desde a crise econômica pós 1945.
O caso mais recente que mostra a debilidade econômica do país foi a crise iniciada em 1995 e que atingiu o seu ápice em 2001. A mistura de um processo de liberalização econômica irresponsável e corrupto, que gerou uma alta inflação, aliado às crises financeiras internacionais destruiu os frágeis fundamentos econômicos da Argentina que ficou sem capital suficiente para manter a paridade da sua moeda, o peso, com o dólar. Assim, ocorreu uma forte desvalorização da moeda, que perdeu 75% do seu valor em poucos meses. Assim, o país ficou 40% mais pobre nesses 6 anos, com o índice de desemprego superando os 25%, mais da metade da população abaixo da linha de pobreza e o governo, sem capital para financiar sua dívida, decretou moratória.
Desde então, a Argentina passou a crescer de maneira acelerada, a um ritmo de 8% ao ano de 2003 a 2007. Parte dos investimentos externos voltaram, o desemprego caiu e apenas 23% da população ainda é considerada pobre. Porém, especialistas afirmam que este ritmo só é possível pelo fato de a Argentina estar se recuperando de uma aguda recessão, mas não deve ser sustentado. As altas taxas de inflação, beirando os 20% ao ano, a dificuldade do país de abastecer com energia e alimentos a sua população, a dificuldade de se obter crédito e o ainda alto índice de desemprego mostram que os desafios da economia Argentina são muitos até o país provar que realmente encontrou a rota do crescimento sustentável.