QUEM É OXUM...
A Deusa
abrasileirada da macumba e das águas (rios, riachos, cachoeiras,
fontes), gosta de tudo que é belo. Ela gosta de se enfeitar,
especialmente com as cores amarela e dourada. Gosta de ritos em
ambientes aquáticos, que incluam homenagens com mel e dinheiro (moedas
de cobre). Seu colar de búzios simboliza seu conhecimento e poder de
adivinhação.
De menina-moça faceira, passando pela
mulher irresistível até a senhora protetora, Oxum é dona de uma forte
personalidade, que não aceita ser posta em segundo plano. Com seus
atributos, ela dribla os obstáculos para satisfazer seus desejos.
Da
África tribal à sociedade urbana brasileira, a Deusa que dança nos
terreiros de espelho em punho para refletir sua beleza estonteante é
tão amada quanto a Divina Mãe que concede a valiosa fertilidade e se
doa por seus filhos. Por todos seus atributos a belíssima Oxum não
poderia ser menos admirada e amada, não por acaso a cor dela é o
reluzente amarelo ouro, pois como cantou Caetano Veloso, “gente é pra
brilhar”.
Seu símbolo é um seixo polido pelas águas dos
rios, pequenos espelhos ou um abano decorado com o desenho de uma
sereia. Seu apetrecho, é de louça aporcelanada, um hidé, três conchas
dilonga, quartinha e branca.
Suas filhas usam colar
de latão amarelo-ouro, pulseiras largas, cores douradas. Elas andam e
dançam dos modos mais provocantes e excitantes. No caminhar está o
fluxo rio.
Ela é a Senhora da fertilidade, da gestação
e do parto, cuida dos recém-nascidos, lavando-os com suas águas e
folhas refrescante. Jovem e bela mãe, mantém suas características de
adolescente. Cheia de paixão, busca ardorosamente o prazer.
Oxum
é um dos orixás de maior força no Brasil e contradiz as tradições
africanas que exaltam mais os poderes dos orixás masculinos. Todos seus
filhos são atrativos e têm facilidade para formar famílias unidas.
Diplomáticos e cuidadosos, medem muito bem o que falam e evitam os
atritos frontais, sempre tratando de seus interesses com cuidado e
sutileza. Oxum é o nome de um rio em Oxogbo, região da Nigéria. É ele
considerado a morada mítica da Orixá.
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